O Conselho Económico e Social de Angola (CES-Angola) foi admitido, esta semana, como membro de pleno direito da União dos Conselhos Económicos e Sociais de África (UCESA), numa cerimónia realizada no Palácio de Conferências Sipopo, em Malabo, na Guiné Equatorial.
A adesão formaliza a entrada de Angola numa plataforma pan-africana que reúne os principais órgãos de concertação económica e social do continente e que funciona como interlocutor privilegiado junto da União Africana.
A delegação angolana foi liderada pelo coordenador do CES-Angola, José Octávio Serra Van-Dúnem, e integrou os coordenadores adjuntos para as áreas económica e social, bem como o secretário executivo do organismo.
A admissão na UCESA não é um gesto puramente simbólico. Na prática, abre ao CES-Angola o acesso a redes de conhecimento, boas práticas e plataformas de intercâmbio com congéneres de países como Marrocos, Senegal, República Democrática do Congo, Costa do Marfim e Camarões, entre outros. As áreas de trabalho cobrem temas directamente relevantes para a agenda angolana: emprego, combate à fome e à pobreza, proteção social e governação económica.
A UCESA mantém ainda relações de parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, o Parlamento CEMAC e o ECOSOCC da União Africana — o que coloca Angola, através do CES-Angola, mais próxima dos centros de decisão económica continental.
O CES-Angola é o órgão de consulta e reflexão do Presidente da República em matéria económica e social, e funciona como plataforma de diálogo entre o Estado, os parceiros sociais e a sociedade civil organizada. É precisamente esse modelo tripartido que a UCESA promove à escala africana — e que Angola passa agora a representar formalmente no fórum continental.
Na cerimónia, Serra Van-Dúnem sublinhou que a admissão representa “a consagração de um esforço colectivo” e destacou o papel do Presidente João Lourenço, cujo empenho descreveu como determinante para a concretização da adesão.
O que é a UCESA
Fundada em 2009 em Rabat, a UCESA nasceu da necessidade de criar uma plataforma estruturada para o diálogo económico e social em África. Congrega os conselhos económicos e sociais dos Estados-membros da União Africana e tem como missão reforçar a participação da sociedade civil organizada nos processos de decisão económica — contribuindo, em particular, para a implementação da Agenda 2063 da União Africana, o plano de desenvolvimento de longo prazo do continente. Angola junta-se a um grupo que inclui actualmente dezasseis países, de Marrocos ao Togo, passando pela Zâmbia e pelo Gabão.