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Ataque falhado contra Donald Trump levanta dúvidas sobre segurança e motivações

Um homem armado tentou, no sábado à noite, aproximar-se do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o jantar anual de correspondentes da Casa Branca, em Washington. O ataque foi travado pelo Serviço Secreto, sem vítimas mortais, mas deixou em aberto questões sobre falhas de segurança e as motivações do suspeito. Foi o terceiro acto violento contra Trump em três anos.

O incidente ocorreu no hotel onde decorria o evento, que reunia cerca de 2.500 convidados, entre membros do Governo e jornalistas. O atacante conseguiu ultrapassar um primeiro controlo de segurança e avançar em direcção ao salão principal, mas foi interceptado após troca de tiros com agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos.

O presidente foi evacuado de imediato e não sofreu ferimentos. Um agente ficou ferido, tendo sido atingido no colete à prova de bala, encontrando-se fora de perigo. O evento foi cancelado e os participantes retirados em segurança.

As autoridades identificaram o suspeito como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente na Califórnia. Estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas, e terá actuado sozinho. A investigação, liderada pelo FBI, indica que o homem viajou de comboio até Washington e se hospedou no mesmo hotel dias antes do ataque.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou que estão a ser analisados dispositivos electrónicos e documentos do suspeito, enquanto testemunhas do seu círculo próximo começam a ser ouvidas. As primeiras indicações apontam que o alvo seriam membros da Administração, possivelmente o próprio presidente.

Entretanto, surgem indícios de falhas no dispositivo de segurança. Segundo dados preliminares, não existiam detectores de metais nas entradas gerais do hotel, estando o controlo mais rigoroso apenas nas imediações do salão principal. O atacante terá assim conseguido avançar vários metros antes de ser neutralizado.

Em paralelo, decorrem diligências na Califórnia, onde agentes federais cercaram a residência do suspeito. Descrito como um indivíduo sem antecedentes criminais, com formação em engenharia mecânica e um mestrado em informática, dava aulas de matemática e ciências.

O suspeito permanece hospitalizado sob custódia e deverá comparecer em tribunal federal. A procuradoria prepara acusações relacionadas com uso de arma de fogo em crime violento e agressão a um agente federal, podendo surgir novas imputações à medida que a investigação avança.

Este é o terceiro incidente violento em três anos envolvendo proximidade directa ao presidente norte-americano, o que reforça a preocupação com a sua segurança. As autoridades concentram-se agora em apurar as motivações, o grau de planeamento e eventuais ligações do atacante, mantendo em aberto a hipótese de ter actuado sozinho.

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