Angola emitiu 2,5 mil milhões de dólares em Eurobonds no mercado internacional, anunciando uma operação considerada histórica pelo governo e marcada por taxas de juro significativamente mais baixas do que emissões anteriores.
O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, destacou que esta foi a primeira emissão de dívida soberana de países emergentes após o conflito no Médio Oriente, realizada em duas tranches: 1,5 mil milhões de dólares a 7 anos (9,25%) e 1 mil milhões de dólares a 11 anos (9,8%).
“O que planeámos mobilizar era 2 mil milhões de dólares, mas a procura chegou a 5,2 mil milhões, o que mostra a confiança internacional na economia angolana”, afirmou Massano.
A operação, que contou com investidores do Reino Unido e dos Estados Unidos, superou expectativas e situa-se entre as maiores emissões de um único dia na região subsariana, apenas atrás da África do Sul e da Nigéria. Os fundos captados serão usados para financiar programas do Orçamento Geral do Estado e regularizar pagamentos atrasados a prestadores de serviços.
Desde 2015, Angola tem vindo a consolidar a sua posição nos mercados internacionais, com emissões sucessivas que reforçaram a credibilidade do país junto de investidores.
Para 2026, o governo prevê mobilizar 7,3 mil milhões de euros em financiamento externo e 6,5 mil milhões de euros internamente, reforçando a estratégia de crescimento sustentável e gestão activa da dívida pública.