A produção de petróleo em Angola deverá estabilizar perto de um milhão de barris por dia (bpd) até 2030, segundo o Bank of America Global Research, que não antecipa aumentos significativos nos próximos anos sem novas grandes descobertas.
O banco destaca que a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) tem implementado incentivos fiscais e acelerado licenciamentos desde 2024, medidas que estão a sustentar o investimento e a compensar o declínio natural dos poços. Estão previstos 60 mil milhões de dólares em investimentos nos próximos cinco anos.
Apesar de considerar que Angola não enfrenta risco imediato de incumprimento, o Bank of America alerta para pressões fiscais e cambiais, sobretudo se o preço do barril cair abaixo dos 50 dólares. O governo deverá manter os subsídios aos combustíveis e a estabilidade cambial até às eleições de 2027, adiando reformas consideradas impopulares.
O banco sublinha ainda o potencial estratégico do Corredor do Lobito como motor de diversificação económica, embora o impacto relevante no PIB e nas contas públicas só deva sentir-se dentro de dois a três anos.