A Air France retomou esta segunda-feira, dia 26, os voos para o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, depois de uma suspensão temporária decidida na sexta-feira devido à instabilidade geopolítica no Médio Oriente, anunciou a companhia aérea francesa.
Em declarações à agência France-Presse (AFP), a Air France afirmou estar a acompanhar “em tempo real a evolução da situação no Médio Oriente” e a monitorizar de forma permanente o contexto geopolítico dos territórios servidos e sobrevoados pelos seus aviões, com o objectivo de garantir “o mais alto nível de segurança dos voos”.
Na sexta-feira, a transportadora tinha cancelado os voos Paris–Dubai AF660 e AF658, justificando a decisão com a deterioração da situação regional. “Devido à situação actual no Médio Oriente, a companhia decidiu suspender temporariamente os seus voos para o Dubai”, referiu a Air France num comunicado então divulgado.
Outras companhias aéreas europeias mantêm restrições semelhantes. A transportadora neerlandesa KLM suspendeu os voos para Telavive e Dubai, bem como para Damão e Riade, na Arábia Saudita. A empresa não detalhou as razões da decisão, indicando apenas que foi tomada em coordenação com as autoridades nacionais.
Também a companhia aérea alemã Lufthansa anunciou, na segunda-feira, a suspensão dos voos “de e para Teerão até 29 de Março, inclusive”, na sequência do agravamento das tensões na região.
O contexto de insegurança tem sido alimentado pelo aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o Irão. Na quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que uma “armada” naval dos Estados Unidos estava a caminho do Golfo, reforçando a presença militar norte-americana na região.
Donald Trump ameaçou por várias vezes atacar o Irão em resposta à repressão de recentes protestos no país, embora tenha aparentado recuar na semana passada, após afirmar que Teerão suspendeu as execuções previstas de manifestantes.
Segundo o Pentágono, o porta-aviões Abraham Lincoln, que se encontrava no mar da China Meridional, segue actualmente em direcção ao Golfo, num sinal adicional de escalada da tensão regional