Economia

Francisco da Cruz defende reforço do papel da Assembleia Geral da ONU

O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, defendeu o alargamento do papel da Assembleia Geral da ONU, de forma complementar, sempre que o Conselho de Segurança não consiga cumprir plenamente as suas obrigações na manutenção da paz e da segurança internacionais, nos termos da Carta das Nações Unidas.

Durante a Consulta Informal sobre o Relatório do Conselho de Segurança à Assembleia Geral, o diplomata angolano considerou o encontro uma oportunidade para os Estados-Membros partilharem perspectivas e contribuírem de forma prática para o aperfeiçoamento do relatório anual do Conselho de Segurança, sublinhando a necessidade de um documento mais robusto, analítico e transparente.

Francisco da Cruz reconheceu os progressos registados nos relatórios do Conselho de Segurança, mas defendeu melhorias adicionais, nomeadamente a inclusão de informações mais detalhadas sobre a eficácia das Missões Políticas Especiais, das operações de manutenção da paz e dos regimes de sanções.

O embaixador saudou ainda a introdução de uma secção sobre a utilização do veto, defendendo maior clareza quanto às motivações subjacentes a cada decisão, como forma de reforçar a responsabilização. Abordou igualmente a necessidade de uma distribuição mais equitativa do papel de liderança informal na negociação e elaboração de resoluções, tendo em conta critérios como a proximidade geográfica.

Para o diplomata angolano, o reforço da interacção informal anual entre a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança contribui para aumentar a transparência, fortalecer a cooperação institucional e melhorar a eficácia do sistema multilateral das Nações Unidas.

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