O ano de 2025 ficou marcado por decisões estruturais, ajustamentos económicos e intenso debate sobre o futuro do modelo de crescimento em Angola, num contexto em que várias figuras da governação, do sector financeiro e do tecido empresarial assumiram protagonismo na condução e reflexão sobre a política económica nacional.
No Governo, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, manteve-se como uma das principais protagonistas do ano, através do cargo que ocupa desde 2019, tem sido responsável pela condução das políticas fiscais, pela elaboração e execução do Orçamento Geral do Estado e pela articulação com instituições financeiras internacionais. Em 2025, assumiu um papel central nas negociações orçamentais e no ajustamento das políticas económicas, num cenário marcado pela pressão sobre as receitas petrolíferas e pela necessidade de consolidação fiscal.
No sector financeiro, destacou-se Cristina Lourenço, presidente executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), figura central nos debates sobre o desenvolvimento do mercado de capitais como instrumento de financiamento da economia. Ao longo do ano, e em particular no Angola Economic Forum (AEF) 2025, defendeu o reforço do papel da bolsa na mobilização de poupança, na diversificação das fontes de financiamento e no aumento da transparência empresarial.
Luís Teles, o CEO do Standard Bank Angola (SBA), é a figura em destaque no sector bancário. Teles foi uma das vozes mais activas na defesa da criação de clusters económicos especializados e no apoio ao financiamento de projectos sustentáveis. A sua intervenção centrou-se na necessidade de alinhar o sistema financeiro com as prioridades de diversificação económica e desenvolvimento do sector privado.
O apoio às micro, pequenas e médias empresas esteve no centro da actuação de Bráulio Augusto, presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM). Ao longo de 2025, defendeu o fortalecimento das PME como motor de criação de emprego e formalização da economia, sublinhando o seu papel estratégico no crescimento económico interno.
No campo da análise económica, o economista Josué Chilundulo afirmou-se como uma voz relevante na defesa de maior inclusão produtiva, destacando o papel das cooperativas e dos grupos de produção como instrumentos essenciais para o combate à pobreza e para a dinamização da economia local.
Alves da Rocha continua a merecer destaque pela forma persistente como promove o diálogo entre decisores políticos, académicos, empresários e especialistas.