A Mota-Engil assegurou um financiamento de 214 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 182 milhões de euros, junto da International Finance Corporation (IFC), instituição do Grupo Banco Mundial, com o objectivo de acelerar a sua expansão e reforçar operações estratégicas em África.
Segundo comunicado divulgado recentemente, o grupo português sublinha que a operação “representa um marco histórico”, contando ainda com a participação dos investidores privados ILX Fund, AfrAsia Bank Limited e Legal & General (L&G), no âmbito da estrutura de financiamento B Loan da IFC.
Os recursos financeiros destinam-se a apoiar a execução de projectos mineiros considerados transformadores na África do Sul, Senegal e Guiné, bem como grandes obras de infra-estrutura ferroviária, com destaque para o corredor Kano–Maradi, na Nigéria, e o corredor do Lobito, em Angola.
O financiamento permitirá também reforçar as operações globais da Mota-Engil em vários mercados do continente africano.
De acordo com a empresa, os fundos vão possibilitar a aquisição de equipamentos de construção e mineração de última geração, aumentando a eficiência operacional e integrando práticas de sustentabilidade em todas as fases dos projectos.
A construtora destaca ainda que a operação reflete o cumprimento rigoroso dos Padrões de Desempenho da IFC, bem como o compromisso com critérios ambientais, sociais e de governação (ESG).
Citado no comunicado, o presidente do grupo, Carlos Mota dos Santos, afirma que a parceria com a IFC representa mais do que um reforço financeiro.
“Ter um parceiro de longo prazo do calibre da IFC traz não só força financeira, mas também adicionalidade estratégica, desde a experiência em desenvolvimento até aos padrões ambientais e sociais, além da capacidade de atrair mais investimento”, sublinhou.
O responsável acrescenta que este financiamento poderá servir de base para aprofundar a relação entre a Mota-Engil e a IFC noutras regiões e áreas de negócio fora de África, reforçando o compromisso conjunto com infra-estruturas sustentáveis e socialmente responsáveis.
Do lado da IFC, o director-geral Makhtar Diop destaca que a parceria ajudará a desbloquear o potencial económico do continente africano.
“Ao financiar equipamentos críticos para operações ferroviárias e mineiras, estamos a impulsionar o comércio, a criação de emprego e a integração regional”, afirmou.
Makhtar Diop salientou ainda a importância estratégica do corredor ferroviário do Lobito, referindo que a sua revitalização poderá reduzir custos de transporte, dinamizar a atividade económica e ligar a região de forma mais competitiva aos mercados globais.