A negociação do ouro voltou a bater um novo máximo histórico esta terça-feira, com o metal precioso a transaccionar nos 4 497,55 dólares por onça, ficando, pela primeira vez, muito próximo da barreira dos 4 500 dólares, segundo dados da Bloomberg.
No acumulado do ano, o ouro já regista uma valorização de 71% e estabeleceu 50 novos máximos de negociação, o que indica o forte interesse dos investidores por activos-refúgio num contexto de elevada incerteza geopolítica.
Nos últimos dias, as tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e a Venezuela têm sustentado a procura por activos considerados seguros, como o ouro. Em paralelo, os mercados antecipam que a Reserva Federal (Fed) dos EUA possa voltar a reduzir as taxas de juro em 2026, um cenário que tende a favorecer os metais preciosos, uma vez que estes não oferecem rendimento em juros.
Pelas 08h45, o preço do ouro recuava ligeiramente para 4 493,04 dólares por onça, ainda assim representando uma valorização de 1,11% face à sessão anterior.
“As tensões entre os EUA e a Venezuela estão a manter o ouro no radar dos investidores como proteção contra a incerteza”, analisou Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade, citado pela Reuters. Na mesma linha, Ahmad Assiri, estratega da Pepperstone Group, sublinhou que, embora os desenvolvimentos actuais não desencadeiem uma aversão clara ao risco, “contribuem para reforçar a procura do ouro como instrumento de cobertura”.
Ainda no mercado do ouro, o Ministério das Finanças da Tailândia está a ponderar a introdução de impostos e restrições sobre determinadas transacções de ouro realizadas online, enquanto o banco central do país analisa a possibilidade de impor limites à negociação de barras de ouro.
No mercado de outros metais preciosos, a prata também atingiu um novo máximo histórico, ao tocar nos 69,98 dólares por onça durante a sessão desta terça-feira. À mesma hora, a cotação recuava ligeiramente para 69,60 dólares, mantendo ainda assim uma valorização diária de 0,81%. Desde o início do ano, a prata acumula uma expressiva subida de 140%.