A encarregada de Negócios e chefe da Missão da Embaixada dos Estados Unidos da América, Shannon Caazeau, anunciou nesta terça-feira, em Luanda, que os Estados Unidos investirão mais de quatro mil milhões de dólares em projectos ao longo do Corredor do Lobito.
Trata-se de um pacote de interesses de várias empresas americanas em diferentes projectos ao longo do corredor, articulado com a diplomacia económica e o compromisso político de Washington com a infra-estrutura, e não de um único grupo empresarial ou consórcio formalmente constituído.
O anúncio insere-se numa estratégia mais ampla de reafirmação do Corredor do Lobito como eixo estratégico para os Estados Unidos e a União Europeia na região. Washington e Bruxelas consideram este um “projecto de infra‑estrutura transformador”, destinado a ligar a República Democrática do Congo e a Zâmbia ao porto do Lobito, abrindo novas rotas comerciais entre a África Central, os Estados Unidos e a Europa, com vista a estimular o investimento privado ao longo do corredor.
A União Europeia prevê compromissos na ordem dos 2 mil milhões de euros, entre donativos, garantias e investimento privado associado, no âmbito da estratégia Global Gateway, com ênfase no transporte ferroviário, porto, logística, bem como em projectos agrícolas e energéticos ao longo do traçado Lobito‑Luau /RDC / Zâmbia.
O Corredor do Lobito é considerado não apenas uma via de transporte de minérios, mas um verdadeiro “corredor de desenvolvimento”, com impacto na criação de emprego local, diversificação económica e sustentabilidade ambiental, integrando investimentos em agricultura, energia e digitalização nas zonas por onde passa.