Ciência & Tecnologia

Mário Oliveira quer fazer do ANGOTIC 2026 um evento tecnológico de referência global

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, afirmou que o Governo pretende que o ANGOTIC 2026 consolide o salto de “grande evento africano” para fórum tecnológico de referência mundial, reforçando a posição de Angola na agenda global da inovação e da transformação digital.

Numa intervenção em que projectou a próxima edição, o governante destacou que o desempenho alcançado nos últimos anos pelo principal fórum internacional de TIC realizado no país demonstra que Angola tem condições para ambicionar mais. “O sucesso das edições anteriores dá-nos confiança para elevar a fasquia. O ANGOTIC é hoje uma ferramenta estratégica para a transformação do nosso sector tecnológico e para a projecção externa de Angola”, sublinhou.

Organizado anualmente em Luanda, o ANGOTIC junta Governo, reguladores, operadoras, empresas tecnológicas, universidades, startups e investidores, sendo apresentado como o maior evento do género em Angola e um dos mais relevantes em África. A edição de 2026 deverá aprofundar essa ambição, reforçando o carácter internacional através de debates, exposição tecnológica, zona de inovação e espaços de networking.

Mário Oliveira adiantou que os objectivosestratégicos para 2026 passam por colocar em destaque áreas como a digitalização da economia, modernização de serviços públicos, inovação sustentável, inclusão digital, inteligência artificial, governação electrónica, combate à desinformação, televisão digital e infra-estruturasde data centers. O ministro considera que a dinamização destes temas permitirá mostrar “a capacidade criativa e competitiva” de empresas nacionais e internacionais, ao mesmo tempo queatrairá investimento e novas parcerias.

A organização pretende também reforçar o papel do ANGOTIC como plataforma de promoção de startups e de alinhamento entre o ecossistema digital angolano e as principais tendências tecnológicas globais. A meta final, segundo o ministro, é clara: consolidar Angola como referência regional na transformação digital e posicionar o país, de forma progressiva, como um polo relevante no panorama tecnológico mundial.

As últimas edições registaram forte crescimento: em 2025 participaram mais de 150 a 180 startupse dezenas de empresas inovadoras, com muitos milhares de visitantes ao longo de três dias, consolidando o fórum como montra de inovação e de políticas públicas de TIC em Angola.

 

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