José de Lima Massano, Ministro de Estado para a Coordenação Económica, defendeu a necessidade de acelerar as políticas de inclusão financeira em Angola, durante a sessão de abertura de um encontro dedicado à Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) 2025-2027, que coordenou na qualidade de líder do Comité de Coordenação da ENIF (CCENIF).
O evento reuniu membros do Executivo, representantes do Banco Nacional de Angola, responsáveis dos reguladores ARSEG e CMC, dirigentes de instituições financeiras bancárias e não bancárias, bem como representantes da sociedade civil e estudantes, evidenciando o carácter transversal da estratégia.
Na intervenção inicial, Massano sublinhou o esforço do Governo em reforçar o acesso dos cidadãos aos serviços financeiros formais, salientando áreas prioritárias como a digitalização, o desenvolvimento de produtos de micro-finanças, a expansão do sector segurador e o fortalecimento do mercado de capitais. O governante destacou ainda a importância da articulação entre reguladores, bancos comerciais e demais actores do ecossistema financeiro para que as metas definidas para 2027 — nomeadamente o aumento da percentagem da população com acesso ao sistema financeiro — sejam atingidas.
José de Lima Massano foi nomeado Ministro de Estado para a Coordenação Económica pelo Presidente João Lourenço, sucedendo a Manuel Nunes Júnior. Antes, desempenhou dois mandatos como governador do Banco Nacional de Angola e exerceu funções de liderança no BAI e no BPC, experiência que agora transporta para a coordenação das políticas económicas e para a condução da agenda nacional de inclusão financeira.
A sessão do Comité de Coordenação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (CCENIF) decorreu no Instituto Politécnico de Arte – CEART, no município de Camama, em Luanda, na apresentação Pública da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2025-2027, e marcou o arranque de um ciclo de trabalhos que deverá reunir diferentes entidades ao longo dos próximos meses, com o objectivo de monitorizar a execução da ENIF e propor medidas para ampliar o acesso a serviços financeiros seguros, acessíveis e adaptados às necessidades da população angolana.