O Governador Provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, destacou esta terça-feira, 2 de Novembro, os progressos registados nas obras de construção da Refinaria do Lobito, durante um encontro com o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
No encontro, o ministro revelou que a Sonangol foi orientada a realizar estudos sobre petroquímica, com vista à instalação de um pólo petroquímico associado à futura refinaria. O arranque da produção está previsto para 2027, ano em que a unidade deverá começar a fornecer ao mercado nacional vários derivados de petróleo.
“A construção da Refinaria do Lobito constitui prioridade máxima da Sonangol”, afirmou Diamantino Azevedo, sublinhando o papel estratégico da infra-estrutura na diversificação da economia e na redução da dependência de combustíveis importados.
No capítulo dos recursos minerais, o ministro anunciou que está em preparação um diploma legal destinado a melhorar a articulação entre o Ministério e os governos provinciais no processo de outorga de direitos mineiros.
A Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM) apresentou a situação dos títulos emitidos na província, que totalizam 32 títulos e alvarás mineiros para prospecção e exploração, com destaque para quartzo, gesso, calcário e granito. Desse total, 20 estão em fase de prospecção e 12 em exploração. O ministro acrescentou que o Cadastro Mineiro Digital irá agilizar os processos de concessão e reforçar o controlo sobre a actividade mineira.
O Instituto Geológico de Angola (IGA) expôs o potencial mineralógico da província, evidenciando a presença de calcários, quartzitos, cobre, chumbo, granitos, argilas, micas, terras raras, fluorite, manganês e gesso. Já o Instituto Regulador de Derivados de Petróleo (IRDP) informou que Benguela possui uma capacidade de armazenamento de 111.531 metros cúbicos de derivados de petróleo, com 86 postos de abastecimento em funcionamento, de um total de 104.
“Alguns municípios novos ainda não possuem postos de abastecimento”, alertou o director-geral do IRDP, Luís Fernandes, apelando aos empresários para aproveitarem estas oportunidades de investimento. O responsável apontou ainda outras áreas com potencial económico, como a expansão das redes e ramais de gás, a venda de lubrificantes e a produção ou requalificação de garrafas de gás.