O empresário angolano Carlos Cunha defendeu o reforço do apoio europeu ao continente africano através da implementação local de redes de indústrias transformadoras, considerando que esta é uma medida essencial para o fortalecimento da cadeia de valor e para o crescimento económico sustentável em África.
O empresário do sector do agro-negócio afirmou ser necessário alterar o modelo de apoio que os países e organismos europeus têm prestado ao continente. Na sua avaliação, a Europa financia há vários anos programas de empoderamento, capacitação técnica e profissional e iniciativas acompanhadas de vasta literatura, mas que não estão, efetivamente, a produzir resultados significativos.
A intervenção do empresário ocorreu no âmbito do 8.º Fórum de Negócios União Africana – União Europeia, que decorreu em Luanda e terminou esta terça-feira, 25 de Novembro. Para Carlos Cunha, atrair indústrias transformadoras europeias para África é fundamental para dinamizar toda a cadeia de valor, aumentar a capacidade produtiva local e impulsionar a auto-sustentabilidade alimentar no continente.
No que diz respeito ao agro-negócio, o empresário apontou o financiamento como um dos principais entraves ao desenvolvimento do sector. Acrescentou ainda dificuldades de escoamento, a reduzida capacidade das Micro, Pequenas e Médias Empresas e a quase inexistência de uma rede logística eficiente, factores que limitam a expansão dos produtos agro-alimentares africanos para os mercados internacionais.