As últimas informações indicam que a Ucrânia aceitou uma proposta de paz mediada pelos Estados Unidos para encerrar o conflito com a Rússia, com apenas alguns detalhes finais ainda por definir.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, está preparado para discutir os pontos sensíveis do acordo numa reunião com o presidente americano Donald Trump, agendada para breve. Até ao momento, não há confirmação oficial sobre a posição da Rússia relativamente à proposta.
Esta manhã, o chefe de segurança nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, revelou nas redes sociais que Zelensky poderá visitar Washington nos próximos dias para finalizar o acordo: “Esperamos organizar a visita do Presidente da Ucrânia aos EUA na data mais adequada em novembro, para concluir os últimos passos”, escreveu Umerov.
As negociações continuam em curso com a mediação dos EUA e aliados europeus, que também apresentaram contrapropostas para ajustar concessões territoriais e militares incluídas no plano original.
O acordo prevê cláusulas que garantem a soberania da Ucrânia, reduções militares, a realização de eleições previstas, bem como amnistia para as partes envolvidas no conflito. O pacto será juridicamente vinculativo e monitorizado pelo Conselho de Paz, presidido por Trump.
Volodymyr Zelensky confirmou que o plano foi reduzido e ajustado: “Agora há menos de 28 pontos e várias questões fundamentais foram consideradas”, afirmou, garantindo que discutirá directamente os aspectos mais delicados com Donald Trump — apesar de a Casa Branca assegurar que não há encontro oficialmente agendado.
Donald Trump já tinha declarado que gostaria que o Presidente ucraniano assinasse o acordo até 27 de Novembro, Dia de Acção de Graças nos EUA. No entanto, ainda permanecem questões centrais por resolver antes que seja possível concluir o pacto.
O presidente russo, Vladimir Putin, admitiu que a proposta dos EUA “poderia servir de base” para um futuro entendimento, embora não esteja claro até que ponto a versão revista se mantém alinhada com discussões anteriores. Caso Kiev rejeite, Moscovo ameaçou intensificar a ofensiva na frente de batalha.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia continua “completamente aberta a negociações” e que “está interessada em alcançar os seus objectivos através de meios diplomáticos e políticos”. Peskov acrescentou que a participação dos países europeus é necessária: “É praticamente impossível discutir o sistema de segurança na Europa sem a participação dos europeus”.
A comunidade internacional acompanha com atenção os próximos movimentos diplomáticos, que poderão definir o futuro imediato da estabilidade na região.