Angola prepara-se para lançar, no final deste mês, uma nova e crucial ronda de licenciamento de blocos de petróleo e gás nas bacias offshore do Kwanza e Benguela.
A iniciativa é do Governo, através da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), e visa reverter o declínio natural da produção dos campos maduros e garantir a sustentabilidade da indústria petrolífera nacional a médio e longo prazo.
Esta acção estratégica insere-se nos esforços contínuos do executivo para atrair investimento estrangeiro directo e estimular a exploração de novas reservas. Com o objectivo de aumentar a produção de crude e gás, que continua a ser a principal fonte de receitas do país, a ronda de licitação oferece oportunidades em áreas promissoras, com potencial geológico significativo e ainda largamente inexplorado.
Espera-se que a transparência do processo e as condições de investimento melhoradas atraiam grandes players internacionais, bem como empresas de menor dimensão especializadas em exploração em águas profundas.
Esta ronda é fundamental para a revitalização do sector e para a diversificação da economia nacional, sublinham os responsáveis.
Analistas desta área consideram a medida demonstra o compromisso de Angola em manter-se como um dos principais produtores de energia do continente africano, apesar dos desafios globais de transição energética. A expectativa é que os contratos de concessão sejam atribuídos no primeiro trimestre de 2026, com as actividades de prospecção a iniciarem-se logo de seguida.