A TAP encerrou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido positivo de 55,2 milhões de euros, revertendo as perdas de cerca de 70 milhões registadas no primeiro semestre.
A companhia aérea destaca que este desempenho foi alcançado apesar de vários constrangimentos operacionais que continuam a afectar a sua actividade.
Entre os desafios enfrentados, a transportadora aponta as limitações no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais, as restrições no espaço aéreo europeu e as condições meteorológicas adversas. Segundo o presidente executivo, Luís Rodrigues, estes factores têm exigido “forte coordenação e resiliência das equipas” para mitigar os impactos na operação.
Quanto ao processo de privatização de 45% do capital da empresa, cujas propostas devem ser apresentadas até 22 de Novembro, o gestor sublinha que a estratégia da TAP permanece inalterada.
“O nosso foco é continuar a transformar a TAP numa empresa sustentadamente rentável e atractiva, consolidando a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira, com o apoio dos stakeholders e o compromisso das nossas equipas”, afirmou.
Para o último trimestre do ano, a companhia prevê uma procura sólida, com níveis de reservas ligeiramente acima dos registados no ano anterior, apesar do aumento de capacidade e de uma tendência para reservas feitas mais próximo das datas de viagem.
A TAP antecipa ainda que a pressão concorrencial nos principais mercados se mantenha, influenciando a evolução das receitas unitárias.
No que toca à frota, está prevista a entrega de um novo Airbus NEO até ao final do ano, embora a empresa reconheça que atrasos na indústria aeronáutica e na cadeia de abastecimento continuam a condicionar a chegada de novas aeronaves.