O programa das Caixas Comunitárias do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), liderado por Felisbela Francisco, já financiou dezenas de cooperativas agrícolas, atingindo entre 127 e 175 unidades, segundo a actualização mais recente da Presidente do Conselho de Administração.
A responsável voltou a manifestar preocupação com tentativas de fraude por intermediários que procuram enganar produtores e cooperativas, alertando que o FADA repudia firmemente estes comportamentos.
Desde que o FADA reforçou, em 2023, o apoio às Caixas Comunitárias — microestruturas locais que funcionam como pequenos bancos comunitários — foram financiadas cooperativas sobretudo nas províncias de Malanje, Bié e Huambo, num investimento próximo 1 068 570 000 kwanzas apenas para esta linha específica.
As Caixas Comunitárias concedem crédito produtivo a taxas bonificadas: 10% para membros e 15% para não membros, permitindo que parte dos fundos seja aplicada directamente na produção agrícola e parte opere como caixa comum da comunidade.
No total, considerando todos os programas de apoio, o FADA já financiou mais de 330 cooperativas em âmbito nacional.
Felisbela Francisco revelou que chegaram ao FADA informações sobre indivíduos que tentam apresentar-se como intermediários junto dos produtores, prometendo facilitar o acesso ao financiamento. A PCA repudiou este comportamento, classificando-o como uma ameaça ao processo formal de concessão de crédito.
A responsável reforçou que não existem intermediários autorizados, sublinhando que “toda a candidatura deve ser feita diretamente entre as cooperativas e o FADA”, para evitar esquemas que possam prejudicar agricultores e desvirtuar os objectivos do programa.
Os financiamentos atribuídos às Caixas Comunitárias têm permitido às cooperativas: adquirir equipamentos agrícolas; construir escolas, farmácias ou outros serviços comunitários; reconstruir infra-estruturas locais; organizar mecanismos próprios de gestão e arbitragem, que podem incluir soba e líderes comunitários para resolução de disputas.
Os empréstimos apresentam prazos adequados aos ciclos produtivos, geralmente entre quatro e cinco anos, e são disponibilizados com relativa celeridade.
O FADA prepara o lançamento de novos produtos financeiros destinados à suinicultura, avicultura, caprinocultura e cunicultura, ampliando o apoio à agricultura familiar e à diversificação da produção nacional. E um reforço dos mecanismos de selecção, supervisão e combate a fraudes.