Política 

Vila Nova reeleito presidente de São Tomé tendo já recebido felicitações de João Lourenço  

Carlos Vila Nova foi reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe, à primeira volta, com 55,94% dos votos, segundo os resultados preliminares divulgados ontem à noite pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN). O principal adversário, Nito d’Abreu, arrecadou 41,42% do voto popular.

Mais de 142 mil eleitores foram chamados a escolher o Presidente, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior.

Eugénio Tiny e Miques João foram os outros dois candidatos, obtendo, respectivamente, 1,97% e 1,58%. Voltaram a não contar com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.

Carlos Vila Nova, que desta vez não contou com o apoio oficial da Acção Democrática Independente (ADI), recandidatou-se apoiado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.

Nito d’Abreu, líder parlamentar da ADI, foi o candidato oficial, apoiado pela ala da ADI leal ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em Janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova.

Felicitações de João Lourenço

Quem já felicitou a reeleição de Vila Nova foi o Chefe de Estado angolano tendo expressado, “em nome do povo e do Governo de Angola, as mais calorosas felicitações, manifestando a convicção de que o novo mandato permitirá dar continuidade aos esforços para a consolidação da democracia, da estabilidade institucional, do desenvolvimento económico e social e da melhoria do bem-estar do povo são-tomense.”

João Lourenço reafirmou ainda “o compromisso de Angola em continuar a aprofundar os históricos laços de amizade, fraternidade e cooperação com São Tomé e Príncipe, em benefício dos dois povos e em consonância com os ideais de integração e desenvolvimento do continente africano.”

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