Mercados Financeiros

UE e AFD financiam projecto Mukafe com 11 milhões de euros para relançar a fileira do café em Angola

A União Europeia (UE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) canalizaram cerca de 11 milhões de euros para o Governo angolano no âmbito do projecto Mukafe, destinado à realização de estudos e ao desenvolvimento da produção da fileira cafeícola no país. A UE contribuiu com 9 milhões de euros e a AFD com 2 milhões, segundo especificou a directora da agência francesa.

Os resultados definitivos do projecto foram apresentados esta terça-feira, 23, em Luanda, numa cerimónia de lançamento das pesquisas desenvolvidas pela empresa WINRESOURCES. A responsável da AFD destacou a parceria com as autoridades angolanas para a melhoria da cadeia de valor da produção de café, com o objectivo de elevar não só a produtividade como também a qualidade do produto, em particular do café robusta.

O secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, Castro Paulino Camarada, aproveitou a ocasião para anunciar que Angola está também a desenvolver um segundo projecto ligado ao sector, em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e com o Governo italiano, orçado em 170 milhões de dólares, com o mesmo objectivo de aumentar a produção nacional de café.

“O café é uma das fileiras-chave do processo de diversificação da economia, é uma commodity que encerra uma grande capacidade para transformar a vida daqueles que estão ligados a esta cultura. E é em reconhecimento a esta situação, ao estado de desenvolvimento do sector, que foi lançado o projecto Mukafe”, afirmou o governante.

Com base em dados do Instituto Nacional do Café (INCA), Castro Paulino Camarada informou que estão actualmente registados cerca de 20 mil cafeicultores em Angola, 95% dos quais ligados a explorações agrícolas familiares, com uma produção de 10.500 toneladas por época.

Para o secretário de Estado, trata-se de um nível “muito reduzido e modesto” face ao potencial do país. Apelou ao surgimento de mais cafeicultores e realçou que o Executivo está a fazer esforços para promover a cafeicultura entre jovens empreendedores.

“O café está em grande procura no mundo, o consumo está a subir, muito particularmente na região asiática, mas também em África. Temos uma grande oportunidade para aproveitar o mercado; temos extensão, podemos expandir e temos uma grande possibilidade de intensificar, de obter maiores rendimentos por hectare de café cultivado”, acrescentou.

 

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