Internacional

Trump acredita em acordo com Xi Jinping

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou optimismo quanto à possibilidade de alcançar um novo acordo comercial com o homólogo chinês, Xi Jinping, num momento em que aumentam as tensões entre Washington e Pequim.

As divergências agravaram-se nas últimas semanas, depois de a China ter imposto novos controlos às exportações de terras raras – materiais essenciais para a indústria tecnológica – e de os Estados Unidos terem ameaçado aplicar tarifas de 100% sobre produtos chineses.

“É melhor chegar a um entendimento do que estar em conflito”, afirmou Trump, sublinhando a importância de um acordo “benéfico para ambos os países”.

Durante um discurso perante empresários no Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), realizado na cidade sul-coreana de Gyeongju, o Presidente norte-americano disse acreditar que “um bom acordo seria realmente um excelente resultado”.

“É melhor isso do que estarmos em confronto e passarmos por todo o tipo de problemas sem necessidade. O mundo inteiro está a observar”, acrescentou, na véspera do encontro com Xi Jinping – o primeiro desde o regresso de Trump à Casa Branca, em Janeiro deste ano.

A reunião entre os dois líderes decorre poucos dias após delegações comerciais de ambos os países terem alcançado um “acordo preliminar” em Kuala Lumpur, na Malásia, com o objetivo de aliviar as atuais tensões económicas.

Em declarações a bordo do avião presidencial Air Force One, Trump admitiu ainda a possibilidade de reduzir as tarifas impostas à China, desde que isso contribua para reforçar o combate ao tráfico de fentanil – uma das principais prioridades do encontro com Xi.

De acordo com a imprensa norte-americana, os dois líderes poderão também chegar a um entendimento sobre o futuro da aplicação TikTok nos Estados Unidos.

A legislação norte-americana exige que a plataforma se desvincule da empresa-mãe chinesa ByteDance, por motivos de segurança nacional.

Questionado sobre se o tema de Taiwan será abordado, Trump sugeriu que tal poderá nem sequer ocorrer. “Não sei se vamos falar sobre Taiwan. Talvez ele me pergunte, mas não há muito a dizer. Taiwan é Taiwan”, declarou.

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