Ministro de Estado José de Lima Massano transmitiu mensagem presidencial na 41.ª edição da feira, que reúne mais de dois mil expositores de 22 países.
Na abertura oficial da 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, transmitiu a mensagem do Presidente da República e reafirmou o compromisso do Executivo em aprofundar reformas, preservar a estabilidade macroeconómica e apostar no sector privado como parceiro estratégico do desenvolvimento nacional, apresentando ainda os “8 pilares” que orientam a visão económica do Governo. O evento, que decorre até domingo na Zona Económica Especial do Icolo e Bengo, é já a edição mais representativa de sempre, com 2.348 participações de 22 países.
Ao longo de mais de quatro décadas, a Feira Internacional de Luanda consolidou-se como o principal espaço de encontro entre empresas nacionais e internacionais, reflectindo a evolução do ambiente empresarial angolano e a confiança dos investidores nas oportunidades que o país oferece. A mensagem presidencial foi transmitida ontem, na Zona Económica Especial (ZEE), em Icolo e Bengo, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura oficial da 41.ª edição do evento.
Parceria com o sector privado
José de Lima Massano reafirmou o empenho do Executivo em aprofundar as reformas e preservar a estabilidade macroeconómica, criando um ambiente favorável ao crescimento corporativo. “Esperamos que o sector privado continue a cumprir a sua missão: investir, inovar, produzir, exportar e criar emprego. É desta parceria, construída sobre confiança e responsabilidade, que nascerá uma economia mais forte”, sublinhou.
Para os mais de dois mil participantes — entre expositores, empresários e investidores, provenientes de 22 países, incluindo a anfitriã Angola —, o ministro de Estado manifestou a expectativa de que a participação na FILDA 2026 seja marcada pela celebração de novas parcerias, novos investimentos e novas oportunidades de negócio.
O governante sublinhou ainda que o Executivo angolano encara as empresas privadas não apenas como agentes comerciais, mas como verdadeiros parceiros estratégicos na execução das macropolíticas de desenvolvimento nacional. “A experiência internacional e a história económica comparada demonstram, com clareza, que nenhum país alcançou níveis elevados de desenvolvimento sustentável ou conseguiu industrializar-se sem um ecossistema de empresários robustos, capazes de investir capital próprio, inovar em processos tecnológicos, assumir riscos calculados no mercado e criar riqueza real para a sociedade”, afirmou.
Força da produção nacional
Nos últimos anos, Angola tem vindo a consolidar um ambiente macroeconómico estável, desenvolvimento considerado fundamental para atrair investimento e promover a diversificação. José de Lima Massano destacou o fortalecimento gradual da produção nacional e o dinamismo em áreas como a Agricultura, a Indústria Transformadora, a Energia, os Transportes, as Telecomunicações e o Turismo.
A Agricultura, exemplificou, praticamente duplicou o seu peso na formação do Produto Interno Bruto (PIB) em apenas uma década, fruto de políticas públicas orientadas para o aumento da produção e o reforço da segurança alimentar.
Ainda assim, o chefe da Equipa Económica admitiu que o caminho continua exigente e requer produção com qualidade, eficiência e competitividade. “Isso implica continuar a investir no capital humano, infra-estruturas, logística, tecnologia e inovação, ao mesmo tempo que simplificamos procedimentos administrativos e ampliamos o acesso ao financiamento produtivo, em particular para as pequenas e médias empresas, que constituem a espinha dorsal do nosso tecido empresarial”, indicou.
O ministro de Estado defendeu também que o desenvolvimento económico “só cumpre plenamente” a sua missão quando melhora, de forma concreta, a vida dos cidadãos, razão pela qual as políticas de transformação económica têm sido acompanhadas de medidas orientadas para a inclusão social, a redução da pobreza e a criação de mais oportunidades.
Os “8 pilares” da visão económica do Governo
A política económica do Executivo angolano está assente numa visão de desenvolvimento centrada em oito pilares determinantes para a substituição das importações por via da produção, da inovação e da afirmação externa. Segundo José de Lima Massano, mais do que substituir importações, produzir localmente significa:
1. Incorporar conhecimento
2. Gerar valor acrescentado
3. Fortalecer as cadeias nacionais de produção
4. Estimular a inovação
5. Criar condições para que as empresas angolanas conquistem novos mercados
6. Aumentar a produtividade
7. Melhorar a qualidade dos bens e serviços
8. Responder às exigências de uma economia global em permanente transformação
O ministro de Estado considerou que o lema escolhido para esta edição da FILDA, “Produzir e Inovar Localmente, Vencer Globalmente”, convida os agentes económicos a reflectir sobre como transformar os recursos de que o país dispõe em mais valor, mais conhecimento, mais emprego qualificado e maior prosperidade para os cidadãos. Segundo o governante, inovar deixou de ser uma opção para se tornar “condição indispensável” para aumentar a produtividade, melhorar a qualidade de bens e serviços e responder às exigências de uma economia global em constante transformação.
FILDA 2026 é a edição mais representativa de sempre
A Feira Internacional de Luanda deste ano é a mais representativa de sempre, com um total de 2.348 participações directas e indirectas, afirmou Bruno Albernaz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Arena, empresa responsável pela organização do evento.
Ao dar as boas-vindas aos presentes na cerimónia de abertura, o gestor destacou que a diversidade dos sectores representados na 41.ª edição confirma o dinamismo da economia angolana. Segundo Bruno Albernaz, o sector da indústria representa 34% das participações, distribuídas por alimentação e bebidas (10%), indústria transformadora (9%), indústria extractiva (8%) e indústria diversa (7%).
O agronegócio, agricultura e pesca representam 13% dos expositores — “um sector estratégico para a diversificação económica e para a segurança alimentar”, realçou. Já o comércio e a distribuição correspondem a 12% das participações, “impulsionando a circulação de bens e o fortalecimento do mercado interno”, enquanto o sector dos serviços representa 11%, direccionadosobretudo para a competitividade e modernização da economia.
Para o PCA do Grupo Arena, estes números reflectem”uma economia angolana cada vez mais diversificada, mais resiliente e preparada para enfrentar os desafios do futuro”, demonstrando a crescente confiança do sector empresarial na FILDA e no potencial de Angola como destino de investimento e de negócios.
A 40.ª edição da Feira Internacional de Luanda, realizada em Julho de 2025, na mesma Zona Económica Especial, gerou um volume de negócios superior a 60 milhões de dólares, reunindo cerca de 1.800 empresas de 18 países — números agora superados pela edição de 2026, que decorre até domingo, dia 26.