Mercado & Finanças

PIB cresceu 5,32% no primeiro trimestre de 2026, liderado pelo sector não petrolífero

Transportes, informação e comunicação e agropecuária impulsionam a expansão. Petróleo regista contracção pelo quinto trimestre consecutivo.

A economia angolana cresceu 5,32% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, com o sector não petrolífero a consolidar-se como principal motor do crescimento, enquanto a actividade petrolífera continua em contracção pelo quinto trimestre consecutivo. Os dados foram apresentados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 29,8 mil milhões de euros no período em análise. Segundo o presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Futi, o sector não petrolífero cresceu 6,22% em termos homólogos, compensando a contracção de 0,21% registada na extracção e refino de petróleo. “As actividades não petrolíferas continuam a sustentar o desempenho da economia angolana”, afirmou o responsável durante a apresentação das Contas Nacionais Trimestrais.

Na estrutura do PIB, a agropecuária e silvicultura mantém o maior peso, representando 20,52% da economia, seguida do comércio (18,76%) e da extracção e refino de petróleo (15,78%). A administração pública, defesa e segurança social contribuiu com 11,63%.

Os sectores com crescimento mais expressivo foram a informação e comunicação, com uma expansão de 27,63%, e os transportes e armazenagem, com 16,12%. A pesca e aquicultura cresceu 8,73% e a produção e distribuição de electricidade, água e saneamento 8,15%. Em termos de contributo directo para o crescimento do PIB, os transportes e armazenagem lideraram com um impacto de 1,80 pontos percentuais, seguidos pela informação e comunicação (0,71 pp) e pela indústria transformadora (0,48 pp).

Em termos trimestrais, face ao quarto trimestre de 2025, o PIB registou uma expansão de 1,37%, num sinal de recuperação gradual da actividade económica.

Os números apontam para uma diversificação progressiva da economia angolana, ainda que persistam desafios estruturais ligados à dependência fiscal do petróleo e à necessidade de maior robustez do sector privado nacional.

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