Cultura

Nolan bate recordes com a estreia mundial de “The Odyssey”

“The Odyssey” estreia-se com 264 milhões de dólares. O épico grego de Christopher Nolan, com Matt Damon no papel de Ulisses, teve a maior estreia mundial de sempre do realizador e recebeu as pontuações mais altas de sempre da sua carreira no Rotten Tomatoes, tanto da parte da crítica como do público.

“The Odyssey”, o novo filme de Christopher Nolan, arrecadou 124,5 milhões de dólares no mercado norte-americano no fim de semana de estreia, um valor que sobe para 264,1 milhões de dólares a nível mundial, contando com 139,6 milhões angariados em 73 mercados internacionais. É a maior estreia mundial de sempre de um filme de Nolan, superando os 249 milhões de dólares alcançados por “O Cavaleiro das Trevas Renasce”, em 2012.

O filme, uma adaptação da epopeia homérica com um orçamento de produção de 250 milhões de dólares — a que se somaram mais 125 milhões em marketing —, tornou-se também a maior estreia doméstica do ano em cinema de imagem real, atrás apenas de “Toy Story 5” e “Super Mario GalaxyMovie”, e a maior estreia de sempre de um filme classificado para maiores de 17 anos na Universal. As salas IMAX tiveram um papel central no resultado: os formatos de grande dimensão foram responsáveis por 53% da receita doméstica, com quase 30 milhões de dólares gerados só nas salas IMAX dos Estados Unidos — o filme é a primeira longa-metragem alguma vez filmada inteiramente com câmaras IMAX.

Segundo dados recolhidos pela distribuidora, metade do público tinha entre 18 e 34 anos, uma faixa etária que as salas de cinema têm tentado recuperar desde a pandemia, e 43% dos espectadores eram frequentadores pouco assíduos de cinema, segundo inquéritos à saída das salas — sinal de que o filme atraiu além do público habitual de Nolan.

Recordes também na crítica

Para além do desempenho comercial, “The Odyssey” tornou-se o filme mais bem cotado de sempre na carreira de Nolan no agregador Rotten Tomatoes, tanto entre a crítica como entre o público. A pontuação dos críticos, que chegou a atingir 98% nos primeiros dias após o embargo de imprensa, estabilizou nos 95% ao fim de mais de 300 críticas publicadas — acima de “Dark Knight” e “Memento”, que partilhavam até agora o recorde do realizador. Junto do público, a fita bateu igualmente o recorde pessoal de Nolan na plataforma.

Entre as críticas mais elogiosas, a jornalista Moira MacDonald, do Seattle Times, escreveu tratar-se de uma “viagem notável” que permite a Damon alcançar “uma transcendência bem-vinda” no desfecho. Já Anthony Breznican, da revista Esquire, descreveu o filme como o trabalho de “uma equipa de mestres a operar no auge das suas capacidades” para dar nova vida a um poema com quase 2.800 anos.

Escrito e realizado por Nolan, que se estreou na Universal depois de “Oppenheimer” ter arrecadado o Óscar de melhor filme em 2023, “The Odyssey” acompanha a viagem de duas décadas de Ulisses (Matt Damon), rei de Ítaca, no regresso a casa após a Guerra de Troia, e o cerco de pretendentes à mão da sua mulher, a rainha Penélope (Anne Hathaway), enquanto o filho do casal, Telémaco (Tom Holland), cresce na sua ausência. O elenco inclui ainda Zendaya, Charlize Theron, Lupita Nyong’o, Robert Pattinson — no papel do pretendente Antínoo —, Samantha Morton, Elliot Page, Jon Bernthal, John Leguizamo, Mia Goth, Benny Safdie e CoreyHawkins. Antes da estreia, o filme tinha sido alvo de algum escrutínio nas redes sociais quanto às escolhas de casting e aos sotaques das personagens — polémica que os resultados de bilheteira e crítica acabaram por ofuscar.

Sem concorrência directa até à estreia de “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, a 31 de Julho, “The Odyssey” surge agora bem posicionado para prolongar a sua permanência em sala nas próximas semanas.

 

Relacionadas

Angola perdeu 713 exportadores portugueses desde 2021, mas concentração nas

O número de empresas portuguesas a vender bens a Angola

Espanha: a grande potência do futebol mundial dos últimos 20

Após se ter sagrado campeã da Europa há dois anos,

Há seis países em África sem qualquer quilómetros de linha

A fraca infra-estrutura ferroviária continua a representar desafios económicos, logísticos