Memorando prevê soluções de pagamento faseado para cidadãos e linhas de crédito diferenciadas para empresas do sector. Iniciativa “Travel Now, Pay Later” visa combater a sazonalidade do turismo angolano.
O Ministério do Turismo e o Standard Bank de Angola (SBA) assinaram esta sexta-feira um Memorando de Entendimento para dinamizar o turismo interno, através do financiamento aos operadores turísticos e da criação de soluções financeiras que permitam aos cidadãos viajar com maior frequência dentro do território nacional. A cerimónia decorreu no Auditório Saydi Mingas do Museu da Moeda, em Luanda, e foi testemunhada pelo ministro do Turismo, Márcio Daniel, e pelo vice-governador do Banco Nacional de Angola, Domingos Pedro.
O memorando foi assinado pelo presidente da Comissão Executiva do Standard Bank de Angola, Luís Teles, e pela directora-geral do INFOTUR, Allícia Santos.
O centro da parceria é a iniciativa “Travel Now, Pay Later — Viaje Agora, Pague Depois”, que permite aos angolanos pagar as viagens de forma faseada, com o objectivo de democratizar o acesso ao turismo nacional e distribuir o fluxo de viagens ao longo de todo o ano. “Um dos grandes desafios a combater é a sazonalidade da procura, que hoje concentra a actividade turística quase exclusivamente nos feriados prolongados”, disse Márcio Daniel, sublinhando que “o turismo deve deixar de ser encarado apenas como um sector de promoção de potencialidades, passando a afirmar-se como um verdadeiro instrumento económico e social”.
Para os operadores turísticos, a parceria traduz-se em acesso a linhas de financiamento em condições diferenciadas para aquisição de viaturas, equipamentos e reforço de capital circulante, bem como em soluções de pagamento digital que reduzem a fricção comercial. As empresas integradas no programa beneficiarão ainda de maior visibilidade através do ecossistema Visit Angola — The Rhythm of Life e dos canais do próprio banco.
Luís Teles reafirmou o “compromisso da instituição com o desenvolvimento económico sustentável do país”, considerando que o sector turístico “possui uma capacidade real para gerar emprego, estimular o investimento e movimentar várias cadeias produtivas”.
A iniciativa enquadra-se na estratégia do executivo angolano de posicionar o turismo como sector estratégico para a diversificação económica nacional.