Em Maio, circulou menos dinheiro físico na economia angolana. A quantidade de notas e moedas nas mãos de empresas e cidadãos caiu 0,8%, um sinal de que os angolanos estão a recorrer cada vez mais a pagamentos electrónicos em vez de dinheiro em papel.
Em paralelo, os bancos reforçaram os depósitos que mantêm no Banco Nacional de Angola (BNA), que cresceram 4,2%. Na prática, o sistema bancário terminou o mês com mais liquidez — ou seja, com mais capacidade para emprestar dinheiro a empresas e famílias.
A isto juntou-se uma redução de 2,1% nas reservas obrigatórias em kwanzas, que são os montantes que os bancos são obrigados por lei a depositar no banco central e que não podem usar livremente. Com essa exigência a diminuir, os bancos ficaram com mais margem para conceder crédito.
O resultado global é uma reorganização da liquidez: menos dinheiro a circular na economia, mas mais recursos disponíveis dentro do sistema bancário. Se a procura por crédito acompanhar esta disponibilidade, os próximos meses poderão trazer um aumento do financiamento à economia — tanto para as empresas investirem como para as famílias acederem a empréstimos.
Os dados têm como base as estatísticas do BNA.