Internacional

Líderes europeus discutem processo de paz para a Ucrânia em Luanda

Os líderes da União Europeia reúnem-se esta segunda-feira, em Luanda, para discutir o processo de paz para a Ucrânia, num encontro que decorre à margem da Cimeira União Europeia–União Africana, a convite do presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Num anúncio feito no sábado, na rede X, António Costa explicou que convocou os 27 líderes europeus para uma reunião especial sobre a Ucrânia durante a sua passagem pela capital angolana, sublinhando que “o trabalho continua”.

A iniciativa surge num momento em que vários líderes europeus, juntamente com representantes do Japão e do Canadá, manifestaram apoio aos esforços dos Estados Unidos para encontrar um caminho para a paz. O comunicado conjunto emitido à margem da Cimeira do G20 referia que o plano preliminar de 28 pontos apresentado por Washington contém elementos essenciais para uma “paz justa e duradoura”, embora exija mais trabalho.

A Europa já apresentou uma contraproposta ao plano inicial norte-americano. Entre os pontos em discussão está a criação de uma força ucraniana de 800 mil militares em tempo de paz — superior aos 600 mil sugeridos pelos EUA — e uma eventual adesão da Ucrânia à NATO, que dependeria de consenso entre os Estados-membros. A Aliança comprometer-se-ia ainda a não manter forças permanentes em território ucraniano.

O esboço europeu prevê igualmente compensações financeiras para Kiev, financiadas por bens russos congelados, até que Moscovo cubra os danos provocados pela invasão. A Ucrânia teria, porém, de se comprometer a não recuperar territórios ocupados por via militar e a realizar eleições logo que possível após um acordo de paz.

Entretanto, Estados Unidos e Ucrânia informaram, em comunicado conjunto, que as conversações em Genebra permitiram desenvolver “um quadro de paz atualizado e aperfeiçoado”, reforçando que qualquer acordo deverá respeitar plenamente a soberania ucraniana. As equipas continuarão a trabalhar nos próximos dias, em coordenação com os parceiros europeus.

 

No terreno, a guerra mantém-se intensa. Um novo ataque russo contra Kharkiv provocou pelo menos quatro mortos e 17 feridos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avaliou positivamente as conversações em Genebra, ainda que de forma contida, admitindo que as alterações ao plano norte-americano reflectem as posições de Kiev. Já o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que persistem pontos a ajustar, mas considerou que “nenhum deles é insuperável”.

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