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João Lourenço em destaque no acordo de paz entre Ruanda e RDC assinado em Washington

O Ruanda e a República Democrática do Congo (RDC) assinaram esta quinta-feira, na capital federal dos Estados Unidos, um acordo de paz mediado pelo Presidente norte-americano Donald Trump. 

A cerimónia, que decorreu em Washington, foi o culminar de uma longa e complexa ofensiva diplomática na qual Angola, através do Presidente João Lourenço, desempenhou um papel determinante também em nome da União Africana.

O entendimento pretende pôr fim a décadas de conflito no leste da RDC e resultou de meses de negociações que envolveram, além de Angola, o Quénia, o Qatar e os próprios Estados Unidos. Os líderes destes países, ou representantes de alto nível, deslocaram-se a Washington para testemunhar a assinatura.

Trump, que recebeu Paul Kagame (Ruanda) e Félix Tshisekedi (RDC), afirmou que os EUA também firmaram acordos sobre minerais críticos com ambos os países. “Acho que vai ser um grande milagre”, declarou, acrescentando que os dois Estados “passaram muito tempo a matar-se e agora vão passar muito tempo a abraçar-se”.

Mas, enquanto Trump procurou apresentar o momento como um triunfo diplomático, os dirigentes africanos adoptaram um tom mais prudente. A violência intensificava-se no terreno, com o grupo armado M23 — que a ONU afirma ser apoiado por Ruanda — a conquistar novas posições nas últimas semanas.

“Haverá altos e baixos no caminho à frente”, alertou Paul Kagame. Tshisekedi, por sua vez, considerou tratar-se “do início de um novo caminho, um caminho exigente”.

A assinatura do acordo representa também uma vitória diplomática para João Lourenço, que desde o início do ano assumiu, por mandato da União Africana, a mediação do conflito. O Presidente de Angola liderou uma maratona de contactos políticos, manteve reuniões sucessivas com as partes em conflito e articulou posições com parceiros regionais e internacionais

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