Internacional

Ex-presidente senegalês Macky Sall entre candidatos a secretário-geral da ONU

Eleição do sucessor de António Guterres decorre este ano, há vários candidatos, com a candidatura africana a fazer a defesa da reforma do multilateralismo, no entanto, Sall ainda não tem o apoio da Nigéria, entre os países africanos. No caso de vencer, será o terceiro africano no cargo, depois do egípcio Boutros Boutros-Ghali e do ganês Kofi Annan.

O ex-presidente do Senegal Macky Sall surge como um dos candidatos à sucessão de António Guterres no cargo de secretário-geral das Nações Unidas, cuja eleição está prevista para este ano, com mandato a iniciar-se em Janeiro de 2027.

Sall, de 64 anos, destaca a sua experiência como chefe de Estado durante 12 anos como principal trunfo para liderar a organização, defendendo uma reforma do multilateralismo e maior apoio aos países em desenvolvimento, especialmente os mais afetados pelo peso da dívida.

O antigo líder senegalês tem também apelado à reforma do Conselho de Segurança da ONU, alinhando-se com as reivindicações de países do Sul Global por uma representação mais equitativa no principal órgão de decisão internacional.

A candidatura de Sall foi apresentada pelo Burundi, mas enfrenta apoios divididos no continente africano, com países como o Senegal — seu país natal — e a Nigéria ainda sem posição clara, segundo fontes diplomáticas.

Caso seja eleito, Sall tornar-se-á o terceiro africano a liderar a ONU, depois do egípcio Boutros Boutros-Ghali e do ganês Kofi Annan.

Entre os restantes candidatos destacam-se o diplomata argentino Rafael Grossi, actual director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, apontado por analistas como um dos favoritos, e a economista costa-riquenha Rebeca Grynspan, que poderá tornar-se a primeira mulher a assumir o cargo.

Também a ex-presidente chilena Michelle Bachelet mantém a candidatura, apesar de ter perdido o apoio do actual governo do seu país.

A eleição do próximo secretário-geral dependerá, em grande medida, do apoio dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França —, cujo aval é determinante para a escolha final.

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