Mercado & Finanças

Dívida de Angola à China caiu para 24 mil milhões de dólares em 2025 e pode chegar aos 11 mil milhões

Embaixador chinês em Luanda revelou que a redução reflecte o esforço de amortização do Governo angolano e a renegociação dos termos de pagamento. Novos mecanismos de financiamento estão a ser discutidos.

A dívida de Angola à China registou uma redução de cerca de 12,9 mil milhões de dólares em 2025, situando-se actualmente em torno de 24 mil milhões de dólares. O embaixador chinês em Luanda, ZhangBin, avançou ainda que, nos próximos meses, o valor tende a diminuir para cerca de 11 mil milhões de dólares.

Os dados foram revelados pelo diplomata durante uma conferência de imprensa realizada esta quarta-feira em Luanda, dedicada às relações sino-africanas e sino-angolanas. Zhang Bin atribuiu a redução ao esforço contínuo do Governo angolano em amortizar o passivo e renegociar os termos de pagamento, o que permitiu libertar receitas anteriormente retidas em contas de garantia.

O embaixador destacou a recente visita da ministra das Finanças angolana, Vera Daves de Sousa, à China como um momento relevante neste processo. O encontro com o homólogo chinês permitiu chegar a um consenso sobre os serviços da dívida que, segundo Zhang Bin, satisfaz as necessidades de ambas as partes. “Estamos a discutir que, depois de terminar o presente empréstimo, sejam feitas outras formas de financiamento entre os dois governos”, adiantou.

No plano financeiro, os dois países estão também a explorar mecanismos que permitam aos bancos chineses oferecer uma quota ou orçamento a bancos locais angolanos, para que estes possam conceder crédito directamente a entidades nacionais.

Zhang Bin acrescentou que as empresas chinesas a operar em Angola já ultrapassam as 600 unidades, distribuídas pelos mais variados sectores da economia.

 

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