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Dangote escolhe Honeywell para refinaria de 16 mil milhões de dólares no Quénia

O empresário nigeriano Aliko Dangote seleccionou a norte-americana Honeywell Technologies para prestar serviços de engenharia, fornecer tecnologia e equipamentos destinados à construção de uma nova refinaria de petróleo no Quénia, num investimento estimado em 16 mil milhões de dólares.

De acordo com a Honeywell, o contrato para o projecto está avaliado em cerca de 300 milhões de dólares e abrange uma refinaria com capacidade de processamento de 700 mil barris de petróleo por dia.

A empresa norte-americana considera que a experiência adquirida no trabalho realizado para a refinaria de Dangote na Nigéria poderá acelerar significativamente a implementação do projecto queniano.

Dangote e o Presidente do Quénia, William Ruto, participaram ontem, quarta-feira, dia 30, na cerimónia de lançamento da primeira pedra da refinaria, no condado de Lamu. O projecto, contudo, tem enfrentado desafios legais apresentados por proprietários de terras locais, bem como críticas de organizações ligadas à conservação ambiental, que manifestam preocupação com os possíveis impactos sobre os terrenos e os ecossistemas da região.

Experiência adquirida na Nigéria

A Honeywell está igualmente envolvida na modernização da refinaria de Dangote na Nigéria, projecto que deverá elevar a capacidade da unidade para 1,4 milhões de barris por dia.

Segundo a empresa norte-americana, os projectos de engenharia já desenvolvidos para a refinaria nigeriana poderão ser adaptados ao empreendimento queniano, permitindo reduzir em quase dois anos o prazo inicialmente previsto para a sua construção.

A nova refinaria deverá produzir gasolina, gasóleo e combustível para aviação destinados ao mercado queniano, mas também terá capacidade para abastecer outros países da África Oriental através de exportações.

A unidade será concebida para processar diferentes tipos de crude provenientes de várias fontes, uma característica que, segundo os promotores, deverá conferir maior flexibilidade ao projecto perante as oscilações do mercado internacional de petróleo.

Participação de outros países

Como parte da estratégia de financiamento e integração regional do empreendimento, Dangote propôs aos governos da África Oriental a aquisição conjunta de uma participação de 30% na refinaria.

O Quénia está associado a uma eventual participação de 10%, enquanto a Etiópia e o Ruanda também já manifestaram interesse em participar no projecto.

Com uma capacidade prevista de 700 mil barris por dia, a refinaria pretende assumir um papel relevante no abastecimento de combustíveis da África Oriental, região que depende em grande medida de produtos petrolíferos importados.

Para Dangote, o projecto representa ainda uma expansão da presença do grupo no sector petrolífero africano, depois da entrada em funcionamento da sua grande refinaria na Nigéria.

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