Mercado & Finanças

Corredor do Lobito retoma circulação de mercadorias com chegada do primeiro comboio de cobre da RDC

Dois meses após as cheias que destruíram parte da linha entre o Lobito e o Huambo, a Lobito Atlantic Railway restabeleceu a ligação ferroviária e recebeu o primeiro carregamento internacional proveniente da República Democrática do Congo.

A Lobito Atlantic Railway (LAR) recebeu esta semana o primeiro comboio internacional de cobre proveniente da República Democrática do Congo (RDC) desde a reabertura do troço ferroviário entre o Lobito e o Huambo. A chegada da composição, anunciada a 13 de Junho, marca a retoma da circulação de mercadorias ao longo do Corredor do Lobito após dois meses de interrupção.

A paragem fora provocada pelas cheias severas que assolaram a província de Benguela em Abril de 2026, danificando a infra-estrutura ferroviária naquele troço. Trabalhos de reabilitação de emergência permitiram restabelecer a ligação em condições de segurança num prazo que a própria empresa considera notável.

“A chegada deste primeiro comboio internacional proveniente da RDC demonstra a resiliência da nossa operação e o empenho extraordinário das nossas equipas. Em poucas semanas, recuperámos uma infra-estrutura crítica e restabelecemos a ligação ferroviária, reafirmando a importância estratégica do Corredor do Lobito para Angola e para toda a região”, afirmou Nicholas Fournier, CEO da LAR.

Durante o período de interrupção, os serviços de mercadorias e de passageiros entre o Huambo e o Luau mantiveram-se em funcionamento ao longo de mais de 1.000 quilómetros de linha. Para os fluxos de carga afectados pelo troço danificado, a LAR activou uma solução de contingência multimodal operada a partir da Plataforma Multimodal do Dango, assegurando a continuidade das operações logísticas domésticas e internacionais.

A operação entra agora numa segunda fase, que inclui estudos de engenharia destinados a identificar medidas de reforço da resiliência da infra-estrutura face a futuros fenómenos meteorológicos extremos — uma preocupação crescente numa região cada vez mais exposta a eventos climáticos severos.

A retoma do tráfego ferroviário com a RDC reafirma o Corredor do Lobito como eixo central do comércio regional e porta de entrada para os mercados do interior da África Austral — uma rota que Angola, os EUA e a União Europeia têm investido em consolidar como alternativa às rotas controladas pela China no continente.

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