Banco Sol consolida transformação e regista 12,3 mil milhões kz de lucro no segundo trimestre
Mais de um ano após a aprovação, pelo Banco Nacional de Angola (BNA), do Plano de Reestruturação e Recapitalização (PRR), o Banco Sol continua a consolidar os sinais de recuperação financeira. Sob a gestão de Osvaldo de Lemos Macaia, a instituição entra numa trajectória de crescimento sustentado, registando o quarto trimestre consecutivo de melhoria dos principais indicadores financeiros, reflexo das reformas estruturais e das medidas de gestão implementadas no âmbito do processo de transformação do banco.
O Banco Sol encerrou o segundo trimestre de 2026 com um resultado líquido de 12,30 mil milhões de Kwanzas, mais do que quadruplicando os 2,78 mil milhões de Kwanzas alcançados no trimestre anterior, de acordo com o balancete divulgado pela instituição no seu website, em cumprimento do Aviso n.º 15/07 do Banco Nacional de Angola.
A evolução confirma a trajectória de recuperação iniciada no primeiro trimestre do ano, quando a instituição regressou aos lucros pela primeira vez desde a intervenção assistida do BNA, anunciada a 25 de Abril de 2025. Naquele período, o resultado positivo de 2,78 mil milhões de Kwanzas representou uma inversão de 206,05% face ao prejuízo de 2,62 mil milhões de Kwanzas registado no período homólogo de 2025.
Os resultados agora alcançados evidenciam a crescente consolidação das medidas previstas no Plano de Reestruturação e Recapitalização, traduzindo-se numa melhoria consistente dos indicadores de desempenho e reforçando os sinais de estabilização operacional e financeira da instituição.
A evolução não se limitou à rentabilidade. A instituição gerida por Osvaldo Macaia viu ainda o activo total aumentar de 1,05 bilião de kwanzas no primeiro trimestre para 1,15 bilião de kwanzas no segundo, correspondendo a um crescimento de cerca de 9,3%. A carteira de títulos e valores mobiliários manteve-se como o principal componente do balanço, passando de 468,02 mil milhões de Kwanzas para 489,62 mil milhões de Kwanzas, embora o seu peso relativo no activo total tenha recuado ligeiramente, de 44,58% para 42,66%.
Depois da contracção observada no primeiro trimestre, a carteira de crédito a clientes registou igualmente sinais de recuperação, evoluindo de 92,29 mil milhões de Kwanzas para 108,86 mil milhões de Kwanzas. Apesar deste crescimento, o rácio de crédito sobre o activo permanece prudente, reflectindo a disciplina na gestão do risco que continua a caracterizar esta fase de consolidação da instituição.
Também os depósitos de clientes mantiveram uma trajectória ascendente, passando de 929,33 mil milhões de kwanzas para 974,92 mil milhões de kwanzas, permanecendo acima de 90% do passivo total. A evolução constitui um indicador relevante da manutenção da confiança dos clientes durante todo o processo de reestruturação.
Os fundos próprios acompanharam igualmente esta dinâmica, aumentando de 69,47 mil milhões de Kwanzas para 73,34 mil milhões de Kwanzas entre o primeiro e o segundo trimestre, sinalizando o reforço gradual da base de capital e da capacidade financeira da instituição.
Na sequência da implementação do Plano de Reestruturação e Recapitalização, o Banco Sol deixou de integrar, no quarto trimestre de 2025, a lista de instituições bancárias de importância sistémica definida pelo Banco Nacional de Angola. Os resultados alcançados ao longo dos dois primeiros trimestres de 2026 reforçam a percepção de que o banco atravessa uma fase de recuperação sustentada, suportada por uma gestão orientada para o reforço da solvabilidade, da eficiência operacional e da rentabilidade. A evolução da carteira de crédito continuará, ainda assim, a ser um dos principais indicadores a acompanhar nos próximos trimestres, à medida que a instituição consolida o seu processo de transformação.