O Grupo do Banco Mundial anunciou a retoma das relações com a Venezuela, pondo fim a uma suspensão que se prolongava desde 2019, na sequência de divergências quanto ao reconhecimento do governo do país.
O regresso do Banco Mundial e do FMI é visto como um passo importante no processo de reintegração da Venezuela no sistema financeiro global, num contexto de tentativa de estabilização económica e reestruturação da dívida externa do país.
A decisão surge no quadro das Reuniões da Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que decorrem em Washington entre 13 e este sábado, e acompanha um movimento semelhante por parte do FMI, que também confirmou o restabelecimento de relações com Caracas.
Em comunicado, o FMI esclareceu que a decisão foi tomada com base “nas opiniões dos membros que representam a maioria do poder de voto total”, passando a instituição a reconhecer e a trabalhar com o governo venezuelano sob a administração da presidente interina, Delcy Rodríguez.
As relações entre as instituições financeiras internacionais e a Venezuela estavam suspensas desde 2019, devido à falta de consenso internacional sobre a legitimidade do governo venezuelano, o que impedia o acesso do país a financiamento e assistência técnica.
A retoma abre agora caminho para uma reaproximação financeira e institucional, podendo permitir ao FMI realizar uma avaliação abrangente da economia venezuelana — algo que não acontece há cerca de duas décadas — e, eventualmente, desbloquear acesso a recursos financeiros internacionais.