Economia

BAD prevê crescimento de 2,9% para Angola em 2026 e alerta para dependência do petróleo

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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê que a economia angolana cresça 2,9% em 2026, acelerando para 3,3% em 2027, num cenário em que a diversificação económica deverá ganhar importância perante a exposição do país à evolução do sector petrolífero.

A instituição estima que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) tenha abrandado de 5% em 2024 para 3,1% em 2025, num contexto de menor actividade petrolífera e de preços internacionais do petróleo mais baixos. A contracção de 3,2% na actividade petrolífera foi parcialmente compensada pelo desempenho da agricultura, comunicações e mineração.

O BAD regista uma melhoria no comportamento dos preços, com a inflação a cair de 28,2% em 2024 para 20,4% em 2025. A instituição associa esta evolução à melhoria da oferta alimentar e à estabilidade cambial.

A dívida pública também registou uma redução, passando para 49,2% do PIB em 2025, de acordo com os dados mais recentes do banco.

Apesar destes progressos, o BAD considera que Angola continua exposta a riscos relacionados com a dependência do petróleo e com a evolução dos preços e da produção petrolífera.

Diversificação ganha peso

Para os próximos dois anos, o BAD identifica como importantes motores de crescimento o aumento da actividade petrolífera, mas também investimentos em sectores não petrolíferos.

A instituição destaca particularmente a agricultura e o agro-processamento, a mineração e os projectos ligados ao Corredor do Lobito como áreas capazes de reforçar a diversificação da economia.

O desenvolvimento de actividades mineiras não diamantíferas e de projectos relacionados com terras raras surge igualmente entre as oportunidades para ampliar a base produtiva e exportadora do país.

Apesar da expansão prevista da economia, o BAD assinala que o PIB real per capita deverá diminuir em 2026, reflectindo o impacto do crescimento demográfico sobre o rendimento médio por habitante.

A perspectiva do BAD aponta, assim, para uma economia angolana em crescimento moderado, mas ainda condicionada pela forte exposição ao petróleo. A aceleração prevista para 3,3% em 2027 dependerá, entre outros factores, da evolução do sector petrolífero e da capacidade de concretizar investimentos nos sectores não petrolíferos.

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