Angola continua na lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), confirmada na actualização de Junho de 2026, com a investigação e a criminalização do branqueamento de capitais a figurar entre os principais obstáculos à saída do país da lista de jurisdições sob monitorização reforçada.
Jocelino Malulu, da Unidade de Informação Financeira (UIF), reconheceu as fragilidades existentes mas assegurou que não foram aplicadas medidas gravosas a Angola. “No cômputo das 40 recomendações, existem seis que são estratégicas e que, desde o relatório da avaliação mútua adoptada em 2023, o país tinha deficiências na maior parte delas, mas estamos a superá-las”, afirmou.
Angola foi colocada na lista cinzenta do GAFI em Outubro de 2024. Para sair, o país terá de demonstrar progressos em áreas como o aumento de investigações e condenações por branqueamento de capitais, a melhoria da supervisão de entidades financeiras e não financeiras, o acesso a informação sobre beneficiários efectivos e a implementação de sanções financeiras dirigidas.
Economistas sublinham que o cumprimento destas exigências permitirá a Angola apresentar-se internacionalmente como um país comprometido com a transparência e a integridade financeira, reforçando a confiança dos investidores e favorecendo a captação de capital estrangeiro e a criação de emprego.