As exportações da China registaram uma queda em Outubro, marcando a primeira descida mensal desde Fevereiro e levantando novas preocupações sobre o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo.
De acordo com dados oficiais das alfândegas chinesas, as exportações diminuíram cerca de 1,1 % em termos homólogos, o equivalente a cerca de 305,4 mil milhões de dólares, reflectindo a fraca procura global por produtos manufaturados e o impacto das tensões geopolíticas em várias cadeias de abastecimento.
As importações, por sua vez, subiram ligeiramente, em cerca de 1%, sugerindo uma procura interna moderada, apesar das medidas de estímulo implementadas por Pequim nos últimos meses. O excedente comercial ficou em volta de 90 mil milhões de dólares em Outubro.
Economistas observam que, embora o sector industrial mostre alguns sinais de estabilização, o crescimento das exportações continua dependente da recuperação económica dos principais parceiros comerciais, nomeadamente Estados Unidos e União Europeia.
A desaceleração nas trocas comerciais ocorre num momento em que o governo chinês procura equilibrar reformas estruturais e incentivos fiscais, tentando manter a meta de crescimento anual em torno de 5 % para 2025.
“A fraqueza nas exportações mostra que a procura externa ainda não recuperou completamente, e que a China enfrenta desafios significativos para sustentar o ritmo de crescimento”, afirmou um analista citado pela agência Reuters.