A decisão foi aprovada com maioria bipartidária, há um consenso de que as tarifas prejudicam as relações com a União Europeia, o Canadá, o Japão e a Coreia do Sul.
O Senado dos Estados Unidos aprovou, esta quinta-feira, a revogação das tarifas alfandegárias impostas pelo governo de Donald Trump a parceiros tradicionais, tal como já tinha acontecido com o Brasil e o Canadá.
A aprovação desta medida só foi possível graças ao apoio de senadores republicanos.
A resolução agora aprovada visa eliminar as tarifas aplicadas às importações provenientes de países aliados como o Japão, a Coreia do Sul e os Estados-membros da União Europeia.
“Os Estados Unidos voltam a estender a mão aos seus aliados. É tempo de unir esforços, não de erguer barreiras”, declarou o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, após a votação.
Quatro senadores republicanos — Lisa Murkowski, Susan Collins, Mitch McConnell e Rand Paul — votaram novamente ao lado dos democratas na aprovação da resolução, tal como já o tinham feito em relação ao Brasil e ao Canadá.
A votação, no entanto, tem um carácter sobretudo simbólico, uma vez que a medida precisa ainda de seguir para a Câmara dos Representantes (a câmara baixa do Congresso), onde enfrenta poucas hipóteses de aprovação.
E nada garante que Donald Trump não venha a vetar as resoluções aprovadas pelo Congresso.
Embora as medidas não entrem efetivamente em vigor, elas têm servido como instrumento político para os democratas evidenciarem as divergências entre a política comercial do Presidente e a posição dos senadores republicanos, tradicionalmente defensores do comércio livre.
Se vierem a ser aprovadas, as medidas poderão ter impacto em Angola, já que esta mudança política pode representar uma oportunidade indirecta.
A redução das tensões comerciais entre os EUA e os seus parceiros poderá impulsionar a procura global de matérias-primas — nomeadamente petróleo e minerais estratégicos —, sectores em que Angola tem uma posição relevante.
Ao mesmo tempo, um ambiente económico internacional mais previsível favorece os investimentos norte-americanos em África, no âmbito da Parceria para as Infraestruturas e o Investimento Global (PGII), lançada pelos EUA e pelo G7.