Com o funcionamento em pleno da Refinaria de Cabinda haverá redução de cerca de 12% nas importações de combustíveis líquidos, o que poderá aliviar os custos do Estado.
O país desembolsou 709,3 milhões de dólares para importar 1,2 milhões de toneladas métricas de combustíveis líquidos durante o terceiro trimestre deste ano.
Este valor representa um aumento de 36% face ao trimestre anterior, indicam dados divulgados pelo Governo e pelo Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP).
Dos combustíveis adquiridos, cerca de 70% foram importados, enquanto os restantes 29% vieram da Refinaria de Luanda e 1% da Refinaria de Cabinda (Cabgoc), inaugurada recentemente e ainda em fase de pré-arranque.
O gasóleo foi o produto mais importado, representando 61% do total, seguido da gasolina com quase 26%.
O director-geral adjunto do IRDP realçou que a maior procura por gasóleo justifica o aumento das importações deste produto.
No último trimestre, prevê-se que a importação de gasóleo e gasolina se mantenha em patamares semelhantes aos do terceiro trimestre.
A entrada em funcionamento plena da Refinaria de Cabinda deverá permitir uma redução de cerca de 12% nas importações de combustíveis líquidos, o que poderá aliviar o dispêndio estatal.
Angola conta atualmente com uma capacidade instalada de armazenagem de combustíveis líquidos em terra na ordem dos 675 mil metros cúbicos.
No final do período em análise, o país dispunha de 1 204 postos de abastecimento, dos quais 920 estavam operacionais, sendo a Sonangol Distribuição e Comercialização a maior empresa do sector, com 34,2% do mercado.
Apesar da dependência das importações, o Governo angolano aposta no aumento da produção nacional e na melhoria da capacidade refinadora para tornar o país mais autossuficiente neste sector vital para a economia.