Internacional

China exige aos Estados Unidos o fim do bloqueio a Cuba

A República Popular da China manifestou, nesta semana, a sua firme oposição à política de bloqueio económico e às sanções que os Estados Unidos da América mantêm há mais de seis décadas contra Cuba, apelando ao “fim imediato” dessa medida, que classificou como “bárbara”.

A Assembleia Geral das Nações Unidas seguiu o mesmo sentido e, nesta quarta-feira, 29 de Outubro, aprovou uma nova resolução que apela ao fim do embargo dos Estados Unidos contra Cuba.

Ainda assim, a ofensiva diplomática norte-americana conseguiu impedir que a votação — apesar de amplamente favorável — fosse tão expressiva como em anos anteriores.

A resolução, que desde 1992 solicita o levantamento do embargo económico, comercial e financeiro, recebeu 165 votos a favor, 7 contra (incluindo os Estados Unidos, Israel, Ucrânia, Argentina e Paraguai) e 12 abstenções. Uma maioria expressiva, embora inferior à registada em anos recentes, quando a média de apoio à resolução rondava os 190 votos.

Entretanto, a China, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, denunciou que o embargo norte-americano viola o direito internacional, os princípios básicos das relações entre Estados e os valores humanitários, além de infligir “sofrimento profundo” ao povo cubano.

Entre as exigências, Pequim pede que os Estados Unidos retirem Cuba da chamada “lista de Estados patrocinadores do terrorismo” e deixem de usar pretextos relacionados com direitos humanos para justificar sanções unilaterais.

O bloqueio imposto pelos EUA a Cuba teve início no começo da década de 1960, em resposta à revolução cubana e à nacionalização de empresas pelo governo de Havana.

Apesar da pressão internacional crescente, a actual política norte-americana mantém o embargo e as sanções como instrumentos de diplomacia económica e de pressão política.

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