Mercado & Finanças

Ouro volta a subir e recupera parte das perdas recentes

O ouro voltou a registar ganhos esta quinta-feira, revertendo a tendência negativa dos últimos dias e sustentando-se em novas tensões geopolíticas entre os Estados Unidos, a Rússia e a China.

Às primeiras horas da manhã, o metal precioso avançava 0,41% para 4 115,38 dólares por onça, impulsionado pela possibilidade de novas sanções norte-americanas contra Moscovo e pela imposição de controlos de exportações da China sobre materiais críticos para as indústrias tecnológica e militar.

Depois de uma queda acumulada de 7% nas duas últimas sessões, o ouro recupera algum fôlego num contexto de volatilidade elevada e incerteza política global.

“Ainda estamos optimistas em relação ao ouro no longo prazo, mas, no curto prazo, os investidores precisam de ser cautelosos”, afirmou Brian Lan, analista da GoldSilver, em declarações à Reuters.

Também o UBS mantém uma visão positiva. O director de investimentos, Mark Haefele, destacou que o ouro continua a ser “um diversificador de portfólio eficaz”, acrescentando que ganhos até aos 4 700 dólares por onça continuam possíveis caso se intensifiquem factores macroeconómicos ou políticos adversos.

As atenções dos investidores voltam-se agora para os dados da inflação norte-americana, que serão divulgados na sexta-feira.

As projecções apontam para uma manutenção da taxa base nos 3,1% em Setembro, o que poderá reforçar as apostas de novo corte das taxas de juro pela Reserva Federal já na próxima semana — cenário que tende a favorecer o ouro.

Desde o início do ano, o metal precioso já acumula uma valorização de cerca de 57%, tendo alcançado o recorde histórico de 4 381,21 dólares por onça na segunda-feira.

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