O ouro atingiu esta sexta-feira um novo máximo histórico, ultrapassando os 4 300 dólares por onça, impulsionado pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, pela expectativa de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) e por preocupações com o sistema de crédito norte-americano.
Durante a madrugada, o metal precioso chegou a negociar nos 4 378,69 dólares por onça. À hora de fecho, ganhava 0,88% para 4 363,30 dólares.
Ao longo da semana, o metal acumulou uma valorização de 8,6%, o desempenho semanal mais ‘forte’ desde Setembro de 2008, alcançando novos recordes em cada sessão.
A prata também registou máximos históricos, ao atingir pela primeira vez os 54,35 dólares por onça. Posteriormente, recuou para 54,26 dólares, mantendo, ainda assim, uma valorização semanal superior a 8%.
Para além de reflectirem o mesmo contexto macroeconómico que impulsionou o ouro, os preços da prata têm beneficiado da escassez de oferta no mercado.
Segundo Tim Waterer, analista de mercados da KCM, “o aumento das preocupações com o crédito dos bancos regionais dos EUA deu aos investidores mais um motivo para comprar ouro”.
O especialista sublinha que os 4 500 dólares “podem ser uma meta alcançada mais cedo do que o esperado”, dependendo da evolução das relações comerciais entre Washington e Pequim e do impasse orçamental do governo norte-americano.
No campo da política monetária, os investidores continuam a antecipar dois cortes de 25 pontos base nas taxas da Fed até ao final do ano.
Na quinta-feira, o governador Christopher Waller reiterou o apoio a uma política mais acomodatícia, num contexto de enfraquecimento do mercado laboral dos EUA.