O ouro e a prata voltaram a atingir máximos históricos durante a madrugada, impulsionados pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e pelas expectativas de novos cortes nas taxas de juro da Reserva Federal norte-americana (Fed).
Na segunda-feira, o preço do ouro ultrapassou pela primeira vez a barreira dos 4 100 dólares por onça.
Chegou a valorizar 1,7% para 4 179,48 dólares, um novo recorde, antes de corrigir 0,29% para 4 119,80 dólares.
A prata recua 1,01% para 51,89 dólares por onça, depois de ter atingido 53,60 dólares, apoiada pela escassez do metal no mercado.
Com ganhos acumulados de 57% no ano, analistas do Bank of America e do Société Générale antecipam que o ouro ultrapasse os 5 000 dólares por onça até 2026.
O movimento é sustentado pelo aumento das reservas dos bancos centrais e pelas expectativas de dois cortes adicionais de 25 pontos base nas taxas da Fed até ao final do ano.
“As tensões comerciais não são o único motor da recuperação. As apostas de que a Fed continuará a reduzir as taxas de juro, diminuindo os custos de financiamento e o custo de oportunidade, também estão a apoiar o ouro”, afirmou Kelvin Wong, analista sénior de mercado da OANDA, à Reuters.