Os preços do ouro voltam a subir esta quarta-feira, permanecendo próximos de níveis recorde, sustentados pelas expectativas de cortes nas taxas de juro da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos e pela incerteza geopolítica em torno da Rússia.
No início da sessão de hoje, o metal amarelo avançava 0,26%, para 3 773,74 dólares por onça.
O valor segue abaixo do máximo histórico registado na terça-feira, de 3 790,82 dólares, após três sessões consecutivas em alta.
O presidente da Fed, Jerome Powell, reconheceu riscos tanto no mercado laboral como na inflação, sem confirmar a possibilidade de uma nova redução das taxas já em Outubro.
A governadora Michelle Bowman alertou, no entanto, que poderá ser necessário acelerar os estímulos caso a economia mostre sinais de maior fraqueza.
A perspectiva de política monetária continua a ser determinante para o desempenho do ouro.
“O ouro está actualmente a ser conduzido em grande parte pelas expectativas sobre a política monetária nos EUA, com alguma influência do risco político”, afirmou Kyle Rodda, analista da Capital.com, citado pela Reuters.
Já a Goldman Sachs projecta cortes de 25 pontos-base em Outubro e Dezembro, com a possibilidade de uma redução de 50 pontos caso o mercado de trabalho norte-americano se deteriore além do previsto.
A procura por ouro também tem sido impulsionada por bancos centrais e fundos cotados (ETFs), cujas entradas atingiram na semana passada o maior nível em três anos, segundo dados da Bloomberg.
No plano geopolítico, as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a possibilidade de aeronaves russas serem abatidas caso violem o espaço aéreo da NATO reforçaram a percepção de risco.
Trump defendeu ainda que a Ucrânia poderá recuperar todos os territórios ocupados pela Rússia.
Entre os restantes metais preciosos, a prata recuava 0,42%, para 44,42 dólares por onça, enquanto a platina subia 0,69%, para 1 487,51 dólares.