Mercado & Finanças

Petróleo sobe com riscos no Médio Oriente e novas tensões geopolíticas

Produção de petróleo em Angola nos 1,173 milhões de barris/dia este ano

Os preços do petróleo estão a subir no início da semana, influenciados pelos riscos de oferta no Médio Oriente e pela escalada das tensões militares na Europa.

Durante o fim de semana, a Rússia terá violado o espaço aéreo da Estónia, enquanto a Polónia mobilizou aeronaves militares após novos ataques russos contra a Ucrânia, na região oeste, junto à fronteira.

A força aérea alemã também detectou um avião militar russo em espaço aéreo neutro sobre o Mar Báltico.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta segunda-feira para avaliar a situação.

“O relato de que a Rússia estava a ameaçar cruzar a fronteira com a Polónia relembraram os investidores dos riscos contínuos à segurança energética europeia vindos do nordeste”, afirmou Michael McCarthy, da Moomoo, à Reuters.

O Brent, referência angolana e europeia, avançava 0,75% para 67,18 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, subia 0,75% para 63,15 dólares.

O mercado acompanha ainda o impacto das sanções da União Europeia, que vão incidir sobre empresas chinesas e indianas ligadas ao sector petrolífero, numa tentativa de limitar o acesso da Rússia a petroleiros.

“Estamos agora a perseguir aqueles que alimentam a guerra ao adquirirem petróleo em violação das sanções”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sexta-feira.

Outro factor que influencia as cotações foi a chamada telefónica entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, também na sexta-feira, que reduziu as preocupações sobre a possibilidade de Washington impor tarifas adicionais a Pequim pela compra de crude russo.

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