Mercado & Finanças

Petróleo mantém valorização em meio a tensões no Médio Oriente e pressões diplomáticas dos EUA

Os preços do petróleo registam nesta quarta-feira uma nova sessão de ganhos, impulsionados pelo aumento do risco geopolítico após um ataque israelita em Doha e pela pressão dos Estados Unidos sobre a União Europeia para adopção de tarifas contra compradores de petróleo russo.

O movimento, contudo, permanece limitado pelas previsões de aumento da oferta global. O Brent avança 0,87%, sendo negociado a 66,97 dólares por barril. Já o WTI sobe 0,94%, cotado a 63,22 dólares por barril.

Segundo especialistas, é a terceira sessão consecutiva de valorização do crude, após Israel ter assumido a responsabilidade por um bombardeamento em Doha, que teve como alvo a liderança do Hamas.

Este foi o primeiro ataque deste tipo desde o início do conflito e ocorre num momento em que decorrem negociações mediadas pelos Estados Unidos. O episódio aumentou os receios de interrupções no fornecimento proveniente do Médio Oriente, região responsável por uma parte da produção mundial.

Apesar disso, a reação inicial do mercado perdeu força. Os preços chegaram a subir cerca de 2% logo após a ofensiva, mas recuaram após declarações de Washington ao Qatar, garantindo que a operação não terá continuidade.

Adicionalmente, surgem indicadores de desaceleração da procura global. Analistas da OANDA, citados pela agência Reuters, referem a possibilidade de interrupções localizadas no fornecimento, mas afirmam que, até ao momento, não há impacto directo na produção.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou que a União Europeia aplique tarifas de 100% sobre países que continuam a adquirir petróleo russo, com destaque para a China e a Índia.

Até ao momento, Washington impôs sanções apenas à Índia, não abrangendo a China. A Bloomberg indica que a proposta enfrenta resistência dentro da própria UE, devido à oposição de alguns Estados-membros a novas sanções no sector energético.

Paralelamente, a perspectiva de aumento da oferta global continua a exercer pressão sobre os preços. A OPEP+ anunciou que irá aumentar gradualmente a produção a partir de Outubro.

De acordo com um relatório do governo dos Estados Unidos, os inventários mundiais devem crescer ainda durante este trimestre, em antecipação às projecções anteriores. Para a Reuters, este cenário mantém o mercado vulnerável a quedas adicionais, mesmo diante de tensões geopolíticas que sustentam ganhos pontuais.

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