Mercado & Finanças

Petróleo sobe com pressão dos EUA sobre Irão e queda nos stocks

Os preços do petróleo abriram esta quinta-feira em alta, impulsionados pelas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, e pela contínua redução dos stocks de crude nos Estados Unidos.

O West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, subiu 0,32%, para os 65,13 dólares por barril, enquanto o Brent, usado como referência para Angola, avançou 0,30%, para os 67,88 dólares.

A valorização segue das declarações de Donald Trump, que reafirmou o compromisso com a campanha de “pressão máxima” sobre o petróleo iraniano.

O presidente adiantou ainda a possibilidade de retomar negociações com o Irão na próxima semana. “O conflito está acabado”, afirmou Trump, referindo-se à recente trégua entre Washington e Teerão, mas reconheceu que as sanções impostas aos iranianos não impediram a China de continuar a importar petróleo do país do Médio Oriente.

Ao mesmo tempo, os dados do governo norte-americano indicam que os stocks de petróleo bruto caíram pela quinta semana consecutiva, com uma redução de 5,84 milhões de barris, atingindo o nível mais baixo em 11 anos.

O recuo nos inventários ocorre num momento de maior procura por combustíveis, com as refinarias a processarem mais crude para responder à recuperação da procura interna, que atingiu o nível mais elevado desde Dezembro de 2021.

Segundo Zhou Mi, analista ligado à Chaos Ternary Futures Co., o mercado agora volta as atenções para os próximos passos da aliança OPEP+, num contexto marcado por factores sazonais e desafios à procura global.

“A escassez no curto prazo e os níveis historicamente baixos de stock podem atrasar uma descida sustentada dos preços do petróleo”, avaliou o especialista.

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