Os preços do petróleo iniciaram a semana em alta, reflectindo a crescente instabilidade no Médio Oriente, após novos ataques entre Israel e o Irão.
A escalada do conflito aumenta os receios quanto a perturbações no fornecimento global da matéria-prima, responsável por quase um terço da produção mundial.
Na sessão dehoje, o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, valorizava 0,73%, sendo negociado a 73,51 dólares. J
O Brent, referência para Angola, subia 0,69%, para 74,74 dólares por barril. A cotação segue uma valorização registada na sexta-feira, quando o petróleo disparou quase 9% nos mercados internacionais.
O cenário geopolítico deteriorou-se após o lançamento de mísseis iranianos contra Telavive e Haifa, em Israel, facto que aumenta a pressão sobre os líderes mundiais reunidos esta semana na cimeira do G7.
Analistas alertam para o risco de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Qualquer bloqueio poderá provocar disrupções no mercado energético global.
Segundo dados da Reuters, o Irão, membro da OPEP+, produz actualmente cerca de 3,3 milhões de barris por dia e exporta mais de 2 milhões de barris diários de petróleo e derivados. A ofensiva israelita contra instalações de energia iranianas levanta dúvidas sobre a continuidade desses volumes.
A possibilidade de uma escalada regional no conflito e os riscos de constrangimentos logísticos aumentam a pressão sobre os preços do petróleo, num contexto em que os mercados continuam atentos a potenciais disrupções no fornecimento.