Os preços do petróleo mantêm a trajectória de alta nesta terça-feira, impulsionados por preocupações com a oferta e pela possibilidade de o Irão rejeitar uma proposta de acordo nuclear com os Estados Unidos.
Segundo a Reuters, o eventual fracasso nas negociações dificultaria o levantamento de sanções sobre as exportações de crude iraniano.
O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 0,91%, sendo negociado a 63,09 dólares. Já o Brent, referência para o mercado angolano, subia 0,79%, para 65,14 dólares.
Na véspera, os dois contratos haviam registado uma valorização próxima de 3%, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) manter o aumento de produção em Julho em 411 mil barris por dia, número inferior ao esperado por parte do mercado.
A decisão foi liderada pela Arábia Saudita e Rússia.
De acordo com o banco ANZ, o alívio quanto a um aumento levou investidores a desfazerem posições de venda que haviam sido montadas antes da reunião do grupo no fim de semana.
O enfraquecimento do dólar norte-americano também contribui para a valorização do crude.
O índice que mede o desempenho da moeda dos EUA frente a outras divisas permanece próximo dos níveis mais baixos das últimas seis semanas, em meio a incertezas sobre a política tarifária do Presidente Donald Trump e seus efeitos sobre o crescimento económico e a inflação.
“O petróleo continua a beneficiar da fraqueza do dólar”, apontou Priyanka Sachdeva, analista de mercado da Phillip Nova.
Um dólar mais fraco reduz o custo de mercadorias cotadas nessa moeda para compradores internacionais, favorecendo a procura.