A fintech OPay retirou abruptamente na sexta-feira a sua oferta pública inicial (IPO) de 304 milhões de dólares nos Estados Unidos. A decisão lançou uma sombra sobre uma das mais ambiciosas entradas em bolsa de uma tecnológica financeira africana, depois de uma investigação de um regulador estrangeiro, não identificado, ter travado a estreia em Nova Iorque.
Na sexta-feira, a OPay tinha fixado o preço dos seus certificados de depósito americanos (ADS) em 19 dólares cada, o limite mínimo do intervalo previsto. O valor avaliava a empresa em pouco mais de 4 mil milhões de dólares.
As acções, porém, nunca chegaram a ser negociadas. Por volta das 15h30, hora de Nova Iorque, a OPay e os bancos responsáveis pela colocação puseram fim ao acordo, alegando que já não era prudente avançar com a operação.
A empresa, que opera sobretudo um serviço de pagamentos na Nigéria, não identificou o regulador nem especificou o objecto da investigação.
A retirada é um revés para o sector das fintechnigerianas e para o ecossistema de empresas emergentes africanas em geral. Há anos que o sector tenta convencer os investidores internacionais de que as suas jovens empresas podem crescer até se tornarem grandes empresas cotadas em bolsa, capazes de dar retorno a quem nelas investiu.